36 - Título: “Sentindo o Sofrimento de Cristo” Mc 1-20
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· 12 viewsrevela os últimos momento do Senhor, aqui Ele e julgado injustamente e condenado a cruz.
Notes
Transcript
Título: “Sentindo o Sofrimento de Cristo”
Mc 15.1-20
CONTEXTO
A. Contexto Imediato e Literário
a. O que vem antes?
No capítulo 14, Jesus é preso no Getsêmani, abandonado pelos discípulos e julgado pelo Sinédrio.
Pedro nega Jesus três vezes, cumprindo a profecia do próprio Cristo.
O julgamento religioso acontece durante a noite, de forma ilegal, visando condenar Jesus rapidamente.
b. O que vem depois?
Após a tortura e humilhação pelos soldados, Jesus é levado para ser crucificado.
No caminho, Simão Cireneu carrega a cruz.
Jesus é crucificado no Gólgota, entre dois criminosos, e a escuridão cobre a terra antes de sua morte.
B. Contexto Histórico e Cultural
a. Circunstâncias do público original
Religioso: O Sinédrio, dominado pelos fariseus e saduceus, não aceitava Jesus como Messias.
Político: A Palestina estava sob domínio romano, e Pilatos governava a Judeia. A multidão esperava um Messias libertador político, não um servo sofredor.
Geográfico: Jerusalém era o centro religioso e político. O julgamento ocorreu no pretório de Pilatos.
Julgamento Romano: Somente Roma tinha o poder de executar condenações à morte. A crucificação era um castigo reservado para criminosos e rebeldes.
ESTRUTURA
1. O Julgamento Injusto de Jesus (v.1-5)
A. v.1 – A cena
O Sinédrio já havia decidido a condenação de Jesus antes mesmo do julgamento. ( FALTAVA O VERETIDO DE ROMA)
Pela manhã, eles o entregam a Pilatos, pois não podiam executar a pena de morte.
B. v.2-4 – A conspiração religiosa e o interrogatório de Pilatos
Pilatos pergunta: “És tu o rei dos judeus?”
Jesus responde de forma enigmática: “Tu o dizes.”
Os líderes fazem várias acusações contra Jesus.
Acusaram Jesus de ser um malfeitor (Jo 18.30). Os acusadores inverteram a situação. Eles eram malfeitores, mas Jesus havia andado por toda parte fazendo o bem (At 10.38).
Acusaram Jesus de insubordinação (Lc 23.2). Eles disseram para Pilatos que encontraram Jesus pervertendo a nação, vedando pagar tributo a César e afirmando ser ele o Cristo, o Rei.
Acusaram Jesus de agitador do povo (Lc 23.5,14). Eles afirmaram: “Ele alvoroça o povo, ensinando por toda a Judeia, desde a Galileia, onde começou, até aqui”.
Acusaram Jesus de blasfêmia (Jo 19.7). Eles disseram a Pilatos que Jesus se fazia a si mesmo Filho de Deus e, segundo a lei judaica isso era blasfêmia, um crime capital para os judeus.
Acusaram Jesus de sedição (Jo 19.12). Os judeus clamavam a Pilatos: Se soltas a este, não és amigo de César; todo aquele que se faz rei é contra César. Os judeus por inveja acusaram Jesus de sedição política. Colocaram-no contra o Estado, contra Roma, contra César.
C. v.5 – O silêncio de Jesus
Jesus não se defende diante das acusações.
Marcos: O Evangelho dos Milagres Jesus no Pretório (15.2–20)
William Barclay
Sensação transmitida: Tensão, angústia e injustiça. Jesus enfrenta um julgamento manipulado, sabendo que será condenado.
Frase de teólogo: “O silêncio de Cristo diante de Pilatos não é de derrota, mas de soberania; Ele se entrega por amor.” – Charles Spurgeon
Frase de transição: Agora vemos como a multidão, instigada pelos líderes, toma uma decisão chocante.
2. A Escolha Chocante da Multidão (v.6-15)
A. v.6-10 – A cena
Pilatos tenta libertar Jesus, pois havia um costume de soltar um prisioneiro na Páscoa.
Ele propõe a soltura de Jesus ou de Barrabás, um criminoso perigoso.
Pilatos percebe que os líderes religiosos agem por inveja.
Warren Wiersbe diz que o que faltou em Pilatos foi coragem para sustentar o que ele acreditava. Mais uma vez, Marcos não nos dá os detalhes, mas os outros evangelistas elucidam essa questão da inocência de Jesus.
No início do julgamento (Lucas 23.4 “Então Pilatos disse aos principais sacerdotes e às multidões: — Não vejo neste homem crime algum.” ). Quando o sinédrio lhe levou o caso, Pilatos disse: Não vejo neste homem crime algum.
B. v.11-14 – A multidão manipulada
Os sacerdotes influenciam a multidão a pedir Barrabás.
O povo grita: “Crucifica-o!”
Pilatos insiste perguntando “Que mal fez ele?”, mas o clamor por sangue aumenta.
C. v.15 – Pilatos cede à pressão
Pilatos, querendo agradar a multidão, solta Barrabás.
Ele manda açoitar Jesus antes de entregá-lo para a crucificação.
Sensação transmitida: Injustiça extrema e rejeição total. O povo prefere um criminoso ao Santo de Deus.
Frase de teólogo: “A multidão sempre prefere Barrabás quando o coração está longe de Deus.” – John MacArthur
Frase de transição: Jesus agora enfrentará não apenas a rejeição, mas também a humilhação cruel dos soldados.
3. A Humilhação e a Tortura Pelos Soldados (v.16-20)
A. v.16 – A cena: o local
Jesus é levado ao Pretório, o palácio do governador romano.
Toda a guarnição se reúne para zombar dele.
B. v.17-19 – As agressões físicas e morais
a. Coroação de escárnio (v.17)
Colocam um manto púrpura, símbolo de realeza, para zombar dele.
Trançam uma coroa de espinhos e a colocam em sua cabeça.
b. Zombaria cruel (v.18)
Os soldados se ajoelham diante dele, dizendo sarcasticamente: “Salve, rei dos judeus!”
c. Violência extrema (v.19)
Batem com um caniço na sua cabeça, forçando os espinhos a penetrarem mais.
Cospem nele e se prostram em falso respeito.
C. v.20 – O desprezo final
Depois de tudo, tiram o manto, vestem suas roupas novamente e o levam para ser crucificado.
Sensação transmitida: Humilhação, dor extrema e abandono. Jesus é tratado como um objeto de escárnio e desprezo.
Frase de um grande teólogo: “Aquele que fez o universo suportou os espinhos de sua criação para redimir os pecadores.” – Agostinho
GRANDE IDEIA
“Cristo suportou o julgamento injusto, a rejeição da multidão e a humilhação extrema para cumprir o plano redentor de Deus.”
TEOLOGIA BÍBlICA
1. Isaías 53.3-7 – “Foi desprezado e oprimido, mas não abriu a sua boca.”
2. Lucas 23.34 – “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem.”
3. Filipenses 2.6-8 – “Humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte.”
APLICAÇÃO FINAL
1. Sentir o que Cristo sentiu:
Jesus enfrentou humilhação, rejeição e dor por amor a nós.
O sofrimento dele foi substitutivo: Ele tomou nosso lugar.
2. Nossa resposta ao sofrimento de Cristo:
Você está entre os que rejeitam Cristo ou entre os que se rendem a Ele?
Pilatos cedeu à pressão da multidão. Será que também negamos Cristo para agradar os outros?
Como temos respondido ao sacrifício de Jesus em nossa vida?
Conclusão:
Ao sair desta mensagem, que nunca esqueçamos o peso do sofrimento de Cristo e a profundidade de seu amor. Ele suportou tudo isso para que pudéssemos ter vida.
